Ser vivo sub-microscópico (somente visualizado
em microscópio eletrônico) e acelular (não
é composto por células) formado por uma ou duas moléculas
de ácido nucléico (DNA ou RNA), envolta por
uma capsídeo protéico. Apresenta-se sob diferentes formas:
oval, esférica, cilíndrica, poliédrica ou de
bastonete. Por ser incapaz de realizar todas as funções
vitais, é sempre um parasita celular, ou seja, necessita de
um animal, planta ou bactéria para multiplicar-se e desenvolver-se.
Ao se reproduzir dentro de uma célula, acaba por lesá-la.
Na reprodução, qualquer modificação no
DNA ou no RNA provoca uma mutação, gerando novos tipos
de vírus.
Grande parte das doenças
infecciosas e parasitárias é causada por vírus,
como a Aids , a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo.
A transmissão pode ser feita pelo ar, por contato direto
(gotículas de saliva ou muco,sangue e/ou produtos sanguíneos)
e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados
ou picada de animais). O tratamento de uma infecção
viral geralmente é restrito apenas ao alívio dos sintomas,
com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir
a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas
que podem ser usadas no combate de uma infecção viral,
pois ao destruírem o vírus acabam por destruir também
a célula. Algumas doenças causadas por vírus
podem ser prevenidas com vacinas.
A febre é um sintoma comum
a todas as infecções virais. Outros sinais característicos
presentes na maioria das infecções são dor
de garganta, fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite.
Mas grande parte das doenças apresenta uma sintomatologia
própria. Por exemplo, a manifestação de pequenas
elevações eruptivas avermelhadas na pele caracteriza
a rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são
comuns erupções na mucosa bucal e o surgimento de
manchas avermelhadas na pele. A inflamação e o inchaço
das glândulas salivares são sintomas específicos
da caxumba. Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações
físicas que podem causar paralisia e atrofia de certas partes
do corpo. Na febre amarela e na hepatite infecciosa viral há
náuseas e vômitos.
|
| AIDS: A
MAGNITUDE DO PROBLEMA
A aids matou no mundo mais de 3 milhões de pessoas em 2002,
e estima-se que 5 milhões contraíram o HIV ao longo
de um ano, elevando para 42 milhões o número de pessoas
que vivem com o vírus. Deste total, mais de 24 milhões
das pessoas infectadas pelo HIV encontram-se na África, 17
milhões são mulheres e quase 13 milhões são
adolescentes ou crianças. Cerca de 6 milhões de pessoas
precisariam tomar os medicamentos anti-retrovirais, no entanto,
apenas 300 mil pessoas têm acesso ao tratamento, sendo que
135 mil no Brasil.
A EPIDEMIA NO BRASIL
- 597 mil pessoas infectadas pelo HIV encontram-se na faixa etária
de 15 a 49 anos.
- É a segunda causa de óbitos entre homens jovens
e a quarta causa entre mulheres: 10 mil óbitos ao ano.
- 3.702 municípios do país registram casos de aids
( 66% dos municípios ).
- São notificados 21 mil casos novos de aids ao ano.
- O crescimento é 9 vezes maior entre mulheres do que entre
homens.
- A mortalidade por aids é maior entre mulheres.
- As tendências atuais são:
1- Heterossexualização: transmissão sexual
predominante entre parceiros do sexo oposto (relação
sexual entre pessoa do sexo feminino e do sexo masculino), com queda
do crescimento entre parceiros do mesmo sexo (especialmente homens
que fazem sexo com homens)
2- Feminilização: devido ao crescimento da transmissão
do HIV através de relações heterossexuais,
tem ocorrido aumento cada vez maior da epidemia entre mulheres,
com conseqüente risco de transmissão perinatal do HIV
para o rescém nascido.
3- Interiorização da epidemia: significa envolvimento
cada vez maior de moradores de municípios pequenos incluindo
zona rural, demonstrando a disseminação da epidemia
para além dos grandes centros urbanos.
4- Pauperização da epidemia: é o crescimento
da epidemia envolvendo população de baixa renda. Dados
de notificação de Aids demonstram proporção
cada vez maior de casos de Aids entre pessoas com até o 1°
grau de escolaridade, que reflete, em termos gerais, o perfil sócio-econômico.
A EPIDEMIA NO RIO GRANDE DO SUL
- No RS repetem-se as tendências nacionais.
- O número de casos notificados, acumulados desde o primeiro
caso, em junho de 1983, é, até junho de 2003 de 23.739
.
- O número de óbitos acumulados desde junho de 1983
é de 8.672.
- A taxa de letalidade em junho de 2003 foi 36,53%.
- A razão homem/mulher que em 1987 era 14/1, atualmente é
de 1/1, demonstrando o significativo aumento de casos entre mulheres.
- A epidemia ainda é crescente.
- Populações mais vulneráveis têm em
média 10 vezes mais risco de infecção que a
população em geral.
- Os jovens continuam sendo um dos grupos mais vulneráveis.
- Populações de menor escolaridade e menor renda estão
mais expostas.
AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS - DST
Estima-se que por ano ocorram 350 milhões de casos de doenças
sexualmente transmissíveis (DST) curáveis no mundo.
Mais da metade dos casos concentram-se na África sub-sahariana
e no sul e sudeste asiático e 38 milhões na América
Latina e Caribe. Representam a segunda causa de mortalidade entre
homens nos países em desenvolvimento.
A sífilis é responsável por cerca de 12 milhões
de novos casos anuais de DST no mundo, dos quais 8 milhões
concentram-se na África sub-sahariana e sudeste asiático
e 3 milhões na América Latina e Caribe, onde as taxas
de sífilis em gestantes variam de 1,7% no Brasil e Honduras
a 8,2% na Jamaica.
Clique aqui e veja mais sobre DST:
DST
sem Sintomas
QUADRO BRASILEIRO
- Estima-se que, anualmente, ocorram 10 milhões de casos
novos de DST curáveis e virais, excetuando-se o HIV/Aids.
- As DST mais comuns são a tricomoníase, seguida por
gonorréia e infecção por clamídia.
- A prevalência de sífilis na gestação
é de 1,7%, e a maior parte das gestantes acometidas encontram-se
na faixa etária dos 20 aos 29 anos.
- As taxas de mortalidade por sífilis congênita variam
de 1,82 (região Centro Oeste ) a 6,88 ( região Nordeste
) por cem mil menores de 1 ano.
- As DST aumentam em até 18 vezes o risco de transmissão
do HIV.
A RESPOSTA GAÚCHA ÀS DST E À AIDS
A Seção de Controle das Doenças Sexualmente
Transmissíveis e da Aids, SC DST/Aids, faz parte do DAS –
Departamento de Ações em Saúde – e tem
pautado suas atividades na busca da construção de
uma política de saúde integral , que permita a articulação
e qualificação das ações preventivas
e assistenciais às DST/AIDS executadas pelos Serviços
de Saúde do Estado.
Desenvolve ações sistemáticas nas áreas
de prevenção, assistência e vigilância,
considerando como prioridade o desenvolvimento humano e institucional.
Entre suas metas ressaltam-se:
- Aprimorar as ações de prevenção às
DST/HIV-Aids e de promoção à saúde sexual
para a população em geral e específicas;
Entre elas:
- Aprimorar as ações de prevenção e
tratamento entre mulheres;
- Fomentar ações desenvolvidas através de projetos
estratégicos para as populações de Caminhoneiros,
Profissionais do sexo, Homens que fazem sexo com Homens, Travestis,
Transexuais, Meninos e Meninas em situação de rua,
população de baixa renda dentre outros;
- Fortalecer a rede de apoio para ampliar a inclusão social
das pessoas vivendo com HIV e Aids, diminuindo o preconceito e a
discriminação;
- Promover o uso de preservativos femininos e masculinos através
da consolidação de uma rede de distribuição
cuja abrangência contemple a totalidade dos municípios,
assegurando aos projetos e a rede básica a disponibilização
do insumo.
- Promover, através dos Centros de Aconselhamento e Testagem
a consolidação das ações de acolhimento,
aconselhamento e oferta de testagem para o HIV, assim como a capacitação
da rede de saúde, além de promover a ampliação
da oferta de exames para outras DST ( VDRL,Hepatite B e C).
- Qualificar os Serviços de Atendimento as DST/AIDS, ampliar
suas ações para o manejo da co-infecção
com Hepatite B e C, articula-los com a rede básica de saúde
- Sistematizar os dados gerados pelos diversos sistemas de informação,
definindo o perfil epidemia no Estado tornando mais eficazes as
ações de prevenção e assistência;
- Implantar a estratégia de Redução de Danos
na rede básica de saúde e Ambulatórios de DST/AIDS;
- Articular os Programas de Redução de Danos na perspectiva
de “rede”, tendo como retaguarda os Serviços
de Atendimento as DST/AIDS e os Serviços de Saúde
Mental, acolhendo usuários de drogas no sistema de saúde;
Aprimorar ações na área de assistência:
- Garantir o acesso ao tratamento anti-retroviral, para infecções
oportunistas e para DST, estimulando a adesão ;
- Ampliar e qualificar a rede de assistência através
da organização do sistema de saúde, definido
pela articulação entre os distintos níveis
de atenção à saúde, como por exemplo
a construção de ações articuladas dos
ambulatórios especializados em DST/Aids (nível secundário)
com os PACS, PSF e Unidades Básicas de Saúde (nível
primário), intensificando, dessa forma, a descentralização
das ações;
- Ampliar a cobertura de atenção às DST na
rede básica de saúde;
- Garantir o acesso de 100% das gestantes à testagem, profilaxia
e tratamento no que se refere à transmissão vertical
do HIV e da sífilis;
- Estimular a testagem (HIV), visando diagnóstico mais precoce;
- Garantir a oferta na rede dos exames necessários ao acompanhamento
de portadores do HIV e doentes de AIDS como a carga viral para HIV
e contagem de linfócitos CD4/CD8;
- Promover e apoiar a participação da sociedade civil;
- Priorizar populações com maior vulnerabilidade,
enfocando ações preventivas e assistenciais à
população excluída;
- Incrementar ações conjuntas com diversos parceiros
de organizações governamentais e não-governamentais;
- Garantir referencial técnico para o desenvolvimento de
projetos/programas relacionados à prevenção,
assistência e vigilância às DST/HIV-Aids de instituições
e municípios do Rio Grande do Sul;
- Estimular a produção científica na área
da saúde sexual;
- Colaborar com a política nacional para o controle da epidemia.
A SC DST/Aids está à disposição
da comunidade também através do DISQUE-AIDS : 0800-54-10-197.
Outras informações podem ser
obtidas pelo Disque-Saúde: 0800-61-1997 ou na página
www.aids.gov.br
Fonte: http://www.saude.rs.gov.br
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|
O mosquito Aedes aegypti é muito parecido com um pernilongo
comum. O Aedes é mais escuro e possui listras brancas pelo
corpo e pelas patas. tem o costume de atacar as pessoas durante
o dia. Vive e se reproduz em ambientes com água limpa, próximos
a habitação humana. Coloca seus ovos na parede de
recipientes com água, como: vasos, tambores, pneus, etc..
Locais de Incidência de Criadouros, em Porcentagem: Vasos
- 90%, os demais 10% em ordem decrescente são latinhas e
copos descartáveis, caixa d'água, pneus, calhas.
Já foi detectado que os ovos sobrevivem até 2 anos
sem contato com a água. E assim que tiver condições
favoráveis eles eclodem e dão continuidade ao ciclo
de vida.
SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA
Dengue é uma doença causada por um vírus, o
vírus do dengue, transmitida de uma pessoa doente para uma
pessoa sadia por meio de um mosquito, o Aedes aegypti. A doença
pode se manifestar de duas formas:
DENGUE CLÁSSICO
Dengue se inicia de maneira súbita com febre alta, dor de
cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas. Às
vezes aparecem exantemas (manchas vermelhas no corpo). A febre dura
cerca de cinco dias com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias.
Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na
boca, na urina ou no nariz. Raramente há complicações.
DENGUE HEMORRÁGICO
Dengue hemorrágico é uma forma grave de dengue, quando
se tem a doença uma segunda vez. No início os sintomas
são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º
dia da doença alguns pacientes começam a apresentar
sangramento e choque. Os sangramentos ocorrem em vários órgãos.
Alguns doentes apresentam choque circulatório. Este tipo
de dengue pode levar a pessoa à morte.
Dengue hemorrágico necessita sempre de avaliação
médica de modo que uma unidade de saúde deve sempre
ser procurada pelo paciente. O médico irá avaliar
a condição do doente e indicar o tratamento correto.
TRATAMENTO
Não existe tratamento específico para dengue, apenas
tratamentos que aliviam os sintomas. Mas cuidado: não devem
ser usados remédios a base de ácido acetil salicílico,
como por exemplo a aspirina e o AAS. Nos casos de dengue hemorrágico
o tratamento realizado é de suporte, no sentido de evitar
o choque. Não existem vacinas contra a dengue de tal forma
que a prevenção é a única arma contra
a doença. Toda pessoa que apresentar sintomas da doença
deve procurar um posto de saúde para obter orientação
médica. A SOLUÇÃO É A PREVENÇÃO
|
|
A Raiva
A raiva é uma doença contagiosa, causada por vírus.
Essa doença ataca os mamíferos: cães, gatos,
morcegos, macacos etc.
O mamífero mais atacado pela raiva é o cão.
Um animal com vírus da raiva pode transmitir a doença
ao homem por meio de mordidas, lambidas ou arranhões.
Para combater a raiva devemos:
· vacinar os animais domésticos todos anos;
· não deixar os animais soltos pelas ruas;
· procurar imediatamente um médico em caso de mordidas
arranhões por algum mamífero desconhecido. |
VÍRUS |
Doença |
Parasita |
Vetor
/ Contágio |
Ciclo
de Vida |
Profilaxia |
HIDROFOBIA
(Raiva) |
|
Mordida de
animais(cães, gatos, morcegos). |
Doença
mortal. O vírus penetra pelo ferimento da mordida (se
encontra na saliva do animal), atinge o cérebro, onde
se multiplica causando danos irreversíveis aos sistema
nervoso. |
Vacinar anualmente
cães e gatos a partir de 03 meses de idade. Retirada
de cães e gatos das ruas pois estes não tem
donos e dificilmente serão vacinados. |
Gripes
e Resfriados |
|
Gotículas
de saliva no ar ou pelas roupas e objetos contaminados. |
São
viroses que atacam as vias respiratórias superiores
(raramente atingem os pulmões). Causam dores de cabeça. |
A gripe espanhola(começo
do século) e asiática(anos 50), são casos
de gripes que mataram milhões de pessoas. Em casos
de epidemias devem ser feitas vacinações em
massa como medida preventiva. |
DENGUE |
|
Picada do
mosquito
Aedes aegipt |
Virose que
provoca febres, dores musculares e hemorragias generalizas
podendo ser fatal. |
NÃO
HÁ TRATAMENTO NEM VACINA CONTRA A DENGUE. Único
combate é a destruição das larvas do
mosquito que se desenvolvem em água parada em pneus
velhos, latas e caixas d'água destampadas. |
FEBRE
AMARELA |
|
Picada do
mosquito AEDES AEGIPT |
Virose grave
que entra no corpo com a saliva do mosquito. O vírus
entra no sangue e vai até o fígado, rins ou
baço causando erupção na pele, náuseas
e hemorragias nos órgãos. |
VACINAÇÃO
e combates aos focos que favorecem o desenvolvimento das larvas
do mosquito(água parada). |
POLIOMIELITE
(Paralisia Infantil) |
|
Vírus
penetram pela boca e se reproduzem no intestino. |
Os vírus
chegam ao sistema nervoso pela corrente sangüínea
afetando as células nervosas causando PARALISIA E ATROFIA
DA MUSCULATURA geralmente nos membros inferiores. |
A vacinação
está acabando com essa doença no mundo inteiro. |
CAXUMBA |
|
Gotículas
de saliva no ar expelidas pelo doente,ou pelas roupas e objetos
contaminados. |
Os vírus
atacam principalmente as glândulas salivares que ficam
inchadas. Pode haver agravamento da caxumba se os vírus
atingirem os testículos, os ovários ou o cérebro. |
VACINAÇÃO
é o melhor meio de se evitar a doença. |
| A
I D S
(Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) |
H I V
(Vírus
da
Imunodeficiência Humana) |
Retrovírus
que tem uma enzima especial chamada transcriptase reversa
que permite a produção de DNA a partir de RNA.
O contágio se dá por relações
sexuais, transfusões de sangue e uso de seringas e
agulhas compartilhadas. |
O HIV ataca
o LINFÓCITO T4(general de divisão). O vírus
se liga á proteína CD4 presente no linfócito. |
NÃO
HÁ VACINA CONTRA A AIDS. O mais novo tratamento da
doença é o COQUETEL TRÍPLICE. Os doentes
medicados obtiveram uma diminuição em 98,9%
da quantidade de HIV no organismo. O coquetel é formado
por AZT e 3TC (inibidores da enzima trascriptase reversa),
e uma droga conhecida com inibidora da protease.
|
|
|
|
DOENÇA |
CONTÁGIO |
CARACTERÍSTICAS |
|
AIDS |
Sangue,
relação sexual, drogas injetáveis, placenta. |
Causa
destruição do sistema imunológico |
|
Catapora
(varicela) |
Contato
direto, saliva e objetos contaminados. |
Sintomas:
febre, anorexia (falta de apetite), náusea, exantema
(pintinhas vermelhas), bolas com liquido claro. |
|
Caxumba
(parotidite) |
Contato
direto, saliva e objetos contaminados. |
Sintomas:
cefaléia (dor de cabeça), calafrios, anorexia,
mal-estar, febre, intumescimento das glândulas parótidas. |
|
Dengue |
Picada
de mosquitos do gênero Aedes. |
Sintomas:
febre, moleza, dores musculares, cefaléia, náusea, vômito,
diarréia. |
|
Febre
Amarela |
Picada
do mosquito do gênero Aedes |
Sintomas:
febre, infecções, cefaléia, vômitos, hemorragia. |
|
Gripe |
Gotículas
de secreção expelidas pelas vias respiratórias. |
Sintomas:
problemas respiratórios, febre, dores no corpo, cefaléia,
anorexia, náusea, vômito. |
|
Hepatite
A e E |
Gotículas
de muco, saliva e contaminação fecal de água e objetos. |
Sintomas:
mal-estar, fraqueza, anorexia, náusea, dores abdominais, urina
escura, pele amarelada. |
|
Herpes |
Tipo
um por contato direto e tipo dois por contato sexual. |
Causa
infecções e lesões na pele e infecções internas. |
|
Poliomielite |
transmissão
fecal-oral,objetos contaminados por fezes. |
Provoca
paralisia muscular nos casos mais graves. |
|
Raiva
(hidrofobia) |
Saliva
de animais infectados. |
Ataca
primeiro o sistema nervoso periférico e progride ata atingir
o sistema nervoso central; não há cura. |
|
Rubéola |
Contato
direto e saliva |
Sintomas:
exantema, febre, mal-estar, conjuntivite. |
|
Sarampo |
Contato
direto e objetos contaminados. |
Sintomas:
febre tosse seca, conjuntivite, fotofobia, exantema. |
|
Varíola |
Contato
direto e objetos contaminados. |
Sintomas:
exantema, febre alta e pápulas com pus |
|
INFECÇÃO PELO PAPILOMAVIRUS
HUMANO (hpv)
Conceito
Doença infecciosa, de transmissão freqüentemente
sexual, também conhecida como condiloma acuminado, verruga
genital ou crista de galo.
Agente Etiológico:
O Papilomavírus humano (HPV) é um DNA-vírus
não cultivável do grupo papovavírus. Atualmente
são conhecidos mais de 70 tipos, 20 dos quais podem infectar
o trato genital. Estão divididos em 3 grupos, de acordo com
seu potencial de oncogenicidade. Os tipos de alto risco oncogênico,
quando associados a outros co-fatores, tem relação
com o desenvolvimento das neoplasias intra-epiteliais e do câncer
invasor do colo uterino.
Associação de 15 tipos de
HPV às doenças neoplásicas do colo uterino
e seus precursores.
| Classificação
em função da associação com lesões graves |
Tipos
de HPV |
Associação
com lesões cervicais |
| Baixo
risco |
6,
11, 42, 43 e 44 |
20,2%
em NIC de baixo grau, praticamente inexistentes em carcinomas
invasores |
| Risco
intermediário |
31,
33, 35, 51, 52 e 58 |
23,8%
em NIC de alto grau mas em apenas 10,5% dos carcinomas invasores |
| Alto
risco |
16 |
47,1%
em NIC de alto grau ou carcinoma invasor |
| |
18,
45 e 56 |
6,5%
em NIC de alto grau e 26,8% em carcinoma invasor |
|
Quadro Clínico
A maioria das infecções são assintomáticas
ou inaparentes. Podem apresentar-se clinicamente sob a forma de
lesões exofíticas. A infecção pode também
assumir uma forma denominada subclínica, visível apenas
sob técnicas de magnificação e após
aplicação de reagentes, como o ácido acético.
Ainda, este vírus é capaz de estabelecer uma infecção
latente em que não existem lesões clinicamente identificáveis
ou subclínicas, apenas sendo detectável seu DNA por
meio de técnicas moleculares em tecidos contaminados. Não
é conhecido o tempo em que o vírus pode permanecer
nesse estado, e quais fatores são responsáveis pelo
desenvolvimento de lesões. Por este motivo, não é
possível estabelecer o intervalo mínimo entre a contaminação
e o desenvolvimento de lesões, que pode ser de semanas, a
décadas.
Alguns estudos prospectivos têm demonstrado que em muitos
indivíduos, a infecção terá um caráter
transitório, podendo ser detectada ou não. O vírus
poderá permanecer por muitos anos no estado latente e, após
este período, originar novas lesões. Assim, a recidiva
de lesões pelo HPV está muito mais provavelmente relacionada
à ativação de "reservatórios"
próprios de vírus do que à reinfecção
pelo parceiro sexual. Os fatores que determinam a persistência
da infecção e sua progressão para neoplasias
intraepiteliais de alto grau (displasia moderada, displasia acentuada
ou carcinoma in situ) são os tipos virais presentes e co-fatores,
entre eles, o estado imunológico, tabagismo e outros de menor
importância.
Os condilomas, dependendo do tamanho e localização
anatômica, podem ser dolorosos, friáveis e/ou pruriginosos.
Quando presentes no colo uterino, vagina, uretra e ânus, também
podem ser sintomáticos. As verrugas intra-anais são
predominantes em pacientes que tenham tido coito anal receptivo.
Já as perianais podem ocorrer em homens e mulheres que não
têm história de penetração anal. Menos
freqüentemente podem estar presentes em áreas extragenitais
como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea.
Na forma clinica as lesões podem ser únicas ou múltiplas,
localizadas ou difusas e de tamanho variável, localizando-se
mais freqüentemente no homem, na glande, sulco bálano-prepucial
e região perianal, e na mulher, na vulva, períneo,
região perianal, vagina e colo.
Os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 45, 51, 52, 56 e 58, são encontrados
ocasionalmente na forma clínica da infecção
(verrugas genitais) e têm sido associados com lesões
externas (vulva, pênis e ânus), com neoplasias intra-epiteliais
ou invasivas no colo uterino e vagina. Quando na genitália
externa, estão associados a carcinoma in situ de células
escamosas, Papulose Bowenoide, Eritroplasia de Queyrat e Doença
de Bowen da genitália. Pacientes que tem verrugas genitais
podem estar infectados simultaneamente com vários tipos de
HPV. Os tipos 6 e 11 raramente se associam com carcinoma invasivo
de células escamosas da genitália externa.
Diagnóstico
O diagnóstico do condiloma é basicamente
clínico, podendo ser confirmado por biópsia, embora
isto raramente seja necessário. Este procedimento está
indicado quando:
* existir dúvida diagnóstica ou suspeita de neoplasia
(lesões pigmentadas, endurecidas, fixas ou ulceradas);
* as lesões não responderem ao tratamento convencional;
* as lesões aumentarem de tamanho durante ou após
o tratamento;
* o paciente for imunodeficiente.
Nesses casos recomenda-se a realização de várias
biópsias, com material retirado de vários locais diferentes
da lesão. As lesões cervicais, subclínicas,
são geralmente detectadas pela citologia oncótica,
devendo ser avaliadas pela colposcopia e biópsias dirigidas.
O diagnóstico definitivo da infecção pelo
HPV é feito pela identificação da presença
do DNA viral por meio de testes de hibridização molecular
(hibridização in situ, PCR, Captura Híbrida).
O diagnóstico por colpocitologia nem sempre está correlacionado
com a identificação do DNA do HPV. As alterações
celulares causadas pelo HPV no colo uterino têm línico,
podendo ser confirmado por biópsia, embora isto raramente
seja necessário.
Este procedimento está indicado quando:
* existir dúvida diagnóstica ou suspeita de neoplasia
(lesões pigmentadas, endurecidas, fixas ou ulceradas);
* as lesões não responderem ao tratamento convencional;
* as lesões aumentarem de tamanho durante ou após
o tratamento;
* o paciente for imunodeficiente.
Nesses casos recomenda-se a realização de várias
biópsias, com material retirado de vários locais diferentes
da lesão. As lesões cervicais, subclínicas,
são geralmente detectadas pela citologia oncótica,
devendo ser avaliadas pela colposcopia e biópsias dirigidas.
O diagnóstico definitivo da infecção pelo
HPV é feito pela identificação da presença
do DNA viral por meio de testes de hibridização molecular
(hibridização in situ, PCR, Captura Híbrida).
O diagnóstico por colpocitologia nem sempre está correlacionado
com a identificação do DNA do HPV. As alterações
celulares causadas pelo HPV no colo uterino têm o mesmo significado
clínico que as observadas nas displasias leves ou neoplasia
intra-epitelial de grau I. Mais recentemente, ambas as condições
têm sido denominadas indistintamente como lesão intra-epitelial
escamosa de baixo grau (Low Grade Squamous Intraepithelial Lesion
– LSIL), com grande chance de regressão sem tratamento.
Existem testes que identificam vários tipos de HPV mas não
está claro seu valor na prática clínica e as
decisões quanto a condutas clínicas não devem
ser feitas com base nestes testes. Também não é
recomendável na rotina o rastreio de infecção
subclínica pelo HPV por meio desses testes. |
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