| Padrões
de Herança Monogênica
Terminologia
Genótipo e Fenótipo
O genótipo de uma pessoa é a sua constituição
genética. O fenótipo é a expressão observável
de um genótipo como um caráter morfológico,
bioquímico ou molecular.
Locus Gênicos
Os cromossomos existem aos pares nas células somáticas.
Cada gene ocupa um lugar definido no cromossomo. Esse lugar definido
é denominado locus gênico.
Genes Alelos
Os genes que ocupam o mesmo locus em cromossomos homólogos
são denominados genes alelos.
Homozigotos e Heterozigotos
Os genes alelos não são necessariamente idênticos.
Quando nas células de um indivíduo os genes alelos
para um determinado caráter não são idênticos,
o indivíduo é denominado heterozigoto para o caráter
denominado pelo par de genes. Quando os genes alelos são
idênticos, o indivíduo é denominado homozigoto
para aquele caráter.
Fenocopia: é uma mudança ocorrida
no fenótipo acidentalmente e o organismo age como se tivesse
o gene.
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fundamentais em Genética |
DISTÚRBIOS MONOGÊNICOS
- Heredograma
Exemplo de um Heredograma
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| Em uma árvore desse tipo, as
mulheres são representadas por círculos e os homens
por quadrados. Os casamentos são indicados por linhas horizontais
ligando um círculo a um quadrado. Os algarismos romanos I,
II, III à esquerda da genealogia representam as gerações.
Estão representadas três gerações. Na
primeira há uma mulher e um homem casados, na segunda, quatro
pessoas, sendo três do sexo feminino e uma do masculino.
Os indivíduos presos a uma linha horizontal por traços
verticais constituem uma irmandade. Na segunda geração
observa-se o casamento de uma mulher com um homem de uma irmandade
de três pessoas.
DISTÚRBIOS MONOGÊNICOS - Herança
Autossômica Dominante
Na herança autossômica dominante um fenótipo
é expresso da mesma maneira em homozigotos e heterozigotos.
Toda pessoa afetada em um heredograma possui um genitor afetado,
que por sua vez possui um genitor afetado, e assim por diante, como
no heredograma abaixo:
Nos casamentos que produzem filhos com uma doença autossômica
dominante, um genitor geralmente é heterozigótico
para a mutação e o outro genitor é homozigótico
para o alelo normal. Pode-se escrever os genótipos dos pais
como:
Cada filho desse casamento tem uma chance de 50% de receber o alelo
anormal (A) do genitor afetado e, portanto ser afetado (A/a), e
uma chance de 50% de receber o alelo normal (a) e, assim não
ser afetado (a/a).
Critérios da Herança Autossômica Dominante
1. O fenótipo aparece em todas as gerações,
e toda pessoa afetada tem um genitor afetado.
2. Qualquer filho de genitor afetado tem um risco
de 50% de herdar o fenótipo.
3. Familiares fenotipicamente normais não
transmitem o fenótipo para seus filhos.
4. Homens e Mulheres têm a mesma probabilidade
de transmitir o fenótipo aos filhos de ambos os sexos.
Exemplos de Herança Autossômica Dominante
* Doença de Huntington
(DHq)
É uma doença neurodegenerativa fatal de herança
autossômica dominante caracterizada por movimentos involuntários
e demência progressiva. O aparecimento da doença se
dá entre os 30-50 anos de idade sendo 38 a idade média
de aparecimento.
Heredograma de uma família com Doença de Huntington
O gene foi mapeado no cromossomo 4p16 em 1981 por técnicas
de genética molecular. É possível identificar
os indivíduos portadores do gene. |
Neurofibromatose de Von Recklinghausen
(NF1)
É um distúrbio comum do sistema nervoso caracterizado
por manchas café-com-leite e tumores cutâneos fibromatosos.
O gene é clinicamente observado em praticamente todas as
pessoas (penetrância completa). Cerca de metade dos casos
de NF1 resulta de uma mutação nova e no heredograma
abaixo, o probando (indicado por uma seta) parece ser um gene mutante
novo, pois seus pais e avós não são afetado. |
DISTÚRBIOS MONOGÊNICOS - Herança
Dominante Ligada ao X
Um fenótipo ligado ao X é descrito
como dominante se ele se expressar regularmente em heterozigotos.
Em um heredograma dominante ligado ao X, todas as
filhas e nenhum filho de homens afetados são afetados;
se alguma filha não for afetada ou algum filho for afetado,
a herança deve ser autossômica.
Critérios da Herança Dominante
Ligada ao X
1. Os homens afetados com companheiras
normais não têm nenhum filho afetado e nenhuma filha
normal.
2. Os filhos de ambos os sexos de portadores
possuem um risco de 50% de herdar o fenótipo.
Exemplos de Herança Dominante
Ligada ao X
* Raquitismo Hipofosfatêmico
Distúrbio dominante ligado ao X. Caracteriza-se por capacidade
reduzida de reabsorção tubular renal do fosfato
filtrado.
* Síndrome de Rett
Distúrbio dominante ligado ao X caracterizado por uma síndrome
de retardamento mental acentuado.
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Herança Autossômica Recessiva
Os distúrbios autossômicos recessivos
expressam-se apenas em homozigotos, que, portanto, devem ter herdado
um alelo mutante de cada genitor. Desse modo:
O risco de seus filhos receberem o alelo recessivo
de cada genitor, e serem afetados é de 1/4. A maioria dos
genes dos distúrbios autossômicos recessivos está
presente em portadores dos genes. Eles podem ser transmitidos
nas famílias por numerosas gerações sem jamais
aparecer na forma homozigótica. A chance de isto acontecer
é aumentada se os pais forem aparentados. A consangüinidade
dos genitores de um paciente com um distúrbio genético
é uma forte evidência em favor da herança
autossômica recessiva daquela afecção.
Critérios da Herança Autossômica
Recessiva
1. O fenótipo é
encontrado tipicamente apenas na irmandade do probando e o fenótipo
salta gerações.
2. O risco de recorrência para cada irmão
do probando é de 1 em 4.
3. Os pais do indivíduo afetado em alguns
casos são consangüíneos.
4. Ambos os sexos têm a mesma probabilidade
se serem afetados.
Exemplos de Herança Autossômica
Recessiva
* Fibrose Cística
Doença autossômica recessiva caracterizada por doença
pulmonar crônica, insuficiência pancreática
exócrina, aumento da concentração de cloreto
no suor.
O defeito básico é uma mutação do
gene que codifica a proteína reguladora da fibrose cística,
provavelmente envolvida no transporte de ânions através
da membrana celular.
* Doença de TAY-SACHS
Distúrbio neurológico degenerativo, autossômico
recessivo, que se desenvolve quando a criança tem 6 meses
de idade. Há uma deterioração mental e física
intensa desde a lactância, a morte ocorre entre 2 e 3 anos
de idade. O defeito básico são mutações
no lócus da subunidade a da hexosaminidase A. A deficiência
ou ausência da subunidade a da hexosaminidase A leva ao
acúmulo do gangliosídeo GM2, principalmente nos
neurônios.
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Herança Recessiva Ligada ao X
Uma mutação ligada ao X expressa-se
fenotipicamente em todos os homens que a recebem, mas apenas nas
mulheres que são homozigóticas para a mutação.
Mulheres heterozigotas podem expressar o fenótipo (considerando
a Hipótese de Lyon).
O gene de um distúrbio ligado ao X às
vezes está presente num pai e numa mãe portadora
e, então, as filhas podem ser homozigóticas afetadas.
Critérios da Herança Recessiva Ligada ao
X
1. A incidência do fenótipo
é muito mais alta em homens do que em mulheres.
2. O gene responsável pela afecção
é transmitido de um homem afetado para todas as suas filhas.
3. O gene jamais se transmite diretamente do
pai para o filho, mas sim de um homem afetado para todas as suas
filhas.
4. As mulheres heterozigóticas geralmente
não são afetadas, mas algumas expressam a afecção
com intensidade variável.
Exemplos de Herança Recessiva Ligada
ao X
* Hemofilia A
Distúrbio recessivo ligado ao X clássico. É
um distúrbio da coagulação caracterizado
por tempo de sangramento prolongado. Causado por mutações
no gene que codifica o fator VIII, componente da cascata da coagulação.
A deficiência do fator VIII resulta numa formação
defeituosa de fibrina, comprometendo a capacidade de coagulação.
Padrão de heredograma demonstrando
a Hemofilia A
* Distrofia Muscular de Duchene
(DMD)
Distúrbio recessivo ligado ao X caracterizado por uma Fraqueza
Muscular Progressiva. O defeito básico é uma anormalidade
do gene estrutural da proteína distrofina causando níveis
nulos ou bastante reduzidos de distrofina no músculo. Normalmente,
a distrofina é ligada à membrana muscular e ajuda
a manter a integridade da fibra muscular; na ausência ,
a fibra muscular degenera.
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Mutações
ou Aberrações Cromossômicas
Aberrações Numéricas
dos Cromossomos
As aberrações numéricas dos
cromossomos são classificadas em dois grandes grupos:
* Aneuploidias
Há um aumento ou diminuição de um
ou mais pares de cromossomos, mas não de todos.
A maioria dos pacientes aneuplóides apresenta trissomia
(três cromossomos em vez do par normal de cromossomo) ou,
menos freqüente, monossomia (apenas um representante de um
cromossomo).
O mecanismo cromossômico mais comum da aneuploidia é
a não-disjunção meiótica, uma falha
da separação de um par de cromossomos durante uma
das duas divisões meióticas.
As conseqüências da não-disjunção
durante a meiose I e a meiose II são diferentes:
Quando o erro ocorre na Meiose I, os gametas apresentam
um representante de ambos os membros do par de cromossomos ou
não possuem todo um cromossomo.
Quando o erro ocorre na Meiose II, os gametas anormais
contém duas cópias de um cromossomo parental ( e
nenhuma cópia do outro) ou não possuem um cromossomo.
Muito embora as aneuploidias sejam mais freqüentemente
decorrentes de erros meióticos, deve-se ter sempre em mente
a possibilidade delas resultarem de perda cromossômica ou
de falta de disjunção das cromátides durante
a primeira divisão mitótica do zigoto, ou durante
a segmentação de um dos blastômeros. Em outras
palavras, os indivíduos que manifestam aneuploidias podem
ser conseqüência de acontecimentos pós-zigóticos.
* Euploidias
A alteração é múltiplo exato do
número haplóide (n).
A sobrevivência de um indivíduo totalmente
euplóide é impossível, e quase todos os casos
de triploidia (3n) ou de tetraploidia (4n) somente foram observados
em abortos espontâneos. Raros foram os casos que chegaram
a termo e, mesmo assim, eram de natimortos ou de morte neonatal
A triploidia provavelmente resulta de falha de uma
das divisões da maturação no ovócito
ou, geralmente, no espermatozóide.
Os tetraplóides sempre são 92, XXXX
ou 92, XXYY, resultantes em geral de uma falha da conclusão
de uma divisão por clivagem inicial do zigoto.
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Aberrações Estruturais dos Cromossomos
Durante a interfase quando os cromossomos estão
mais distendidos e metabolicamente ativos, eles são mais
vulneráveis a variações do ambiente que provocam
rupturas de sua estrutura. As aberrações estruturais
dos cromossomos resultam de quebra cromossômica seguida
de reconstituição em uma combinação
anormal.
Os rearranjos estruturais são definidos como
equilibrados e não-equilibrados.
Rearranjos não-equilibrados
Quando o conjunto cromossômico possui informações
a mais ou a menos. Os rearranjos não-balanceados envolvem:
Deleção
A deleção resulta em desequilíbrio
do cromossomo por perda de um segmento cromossômico. Uma
deleção pode ser terminal ou intersticial.
As deleções podem originar-se por
quebra cromossômica e perda do segmento acêntrico.
Em alguns casos, as deleções ocorrem por um crossing-over
desigual entre cromossomos homólogos desalinhados ou cromátides-irmãs.
Duplicação
Em geral, a duplicação parece ser bem menos
nociva que a deleção. As duplicações
podem originar-se por crossing-over desigual ou por segregação
anormal da meiose num portador de uma translocação
ou inversão
Cromossomos em anel
As deleções terminais nos dois braços
de um cromossomo podem dar origem a um cromossomo em anel, se
as extremidades livres fraturadas se soldarem.
Os cromossomos em anel podem dividir-se normalmente
durante a mitose ou meiose, mas sujeitos à degeneração.
Isocromossomos
São cromossomos que apresentam deficiência
total de um dos braços e duplicação completa
do outro.
Uma hipótese plausível é a
que considera a possibilidade de um cromossomo sofrer fratura
exatamente junto ao centrômero, pouco antes da anáfase
mitótica ou da meiose II.
Cromossomos dicêntricos
São cromossomos que apresentam dois centrômeros.
Os cromossomos dicêntricos tendem a quebrar-se na anáfase,
se os dois centrômeros estiverem próximos, se um
centrômero for inativado, um cromossomo dicêntrico
pode ser estável.
Translocação
Dois cromossomos sofrem quebras e há a soldadura
de um segmento cromossômico a uma região fraturada
de outro.
Existem dois tipos principais:
Translocações recíprocas
Resultam de quebra de cromossomos não homólogos,
com trocas recíprocas de segmentos soltos.
Quando os cromossomos de uma translocação
recíproca balanceada se pareiam na meiose, forma-se uma
figura quadrirradial (em forma de cruz).
Na anáfase os cromossomos se segregam a partir
desta configuração de três maneiras possíveis:
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Translocações robertsonianas
Envolve dois cromossomos acrocêntricos que se fundem próximos
à região do centrômero com perda dos braços
curtos.
Na figura acima temos cromossomos dos gametas que podem ser produzidos
por um portador de uma translocação robertsoniana,
t(14q21q) Embora o portador de uma translocação robertsoniana
seja fenotipicamente normal, há um risco de gametas não-balanceados
e de prole não-balanceada.
Rearranjos equilibrados
Quando o conjunto cromossômico possui o complemento normal
de informações.Todas as informações
genéticas estão presentes, mas acondicionadas de modo
diferente.
Inversão
Inversão é a ocorrência de duas quebras em
um cromossomo unifilamentoso durante a intérfase e a soldadura
em posição invertida do fragmento ao restante do cromossomo.
A inversão é dita paracêntrica se as quebras
ocorrerem em um mesmo braço cromossômico, e é
denominada pericêntrica se o fragmento cromossômico
invertido incluir o centrômero.
Quando uma inversão está presente, uma alça
é formada durante o pareamento dos cromossomos na meiose
I.
A ocorrência de uma permuta no local de uma inversão
paracêntrica fará com que de cada bivalente surjam
dois cromossomos gaméticos anormais (um dicêntrico
e outro acêntrico), um normal e outro com a inversão
original:
A ocorrência de permuta em uma inversão pericêntrica
fará com que um bivalente dê origem a dois cromossomos
anormais (ambos com uma deficiência e uma duplicação),
um cromossomo normal e outro com a inversão original.
Uma inversão geralmente não causa um fenótipo
anormal nos portadores. Sua importância médica é
para a progênie, pois há o risco de produzir gametas
anormais que podem levar a uma prole não-balanceada. |
Síndrome de Down
A Síndrome de Down ou trissomia do 21, é
sem dúvida o distúrbio cromossômico mais comum
e a mais comum forma de deficiência mental congênita.
Geralmente pode ser diagnosticada ao nascimento ou logo depois
por suas características dismórficas, que variam
entre os pacientes, mas produzem um fenótipo distintivo.
Os pacientes apresentam baixa estatura e o crânio
apresenta braquicefalia, com o occipital achatado. O pavilhão
das orelhas é pequeno e dismórfico. A face é
achatada e arredondada, os olhos mostram fendas palpebrais e exibem
manchas de Brushfield ao redor da margem da íris. A boca
é aberta, muitas vezes mostrando a língua sulcada
e saliente.
As mãos são curtas e largas, freqüentemente
com uma única prega palmar transversa ("prega simiesca").
Os pés mostram um amplo espaço entre
o primeiro e o segundo dedos.
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Trissomia
do 18 - Síndrome
de Edwaards
A maioria dos pacientes apresentam com a trissomia
do cromossomo 18 apresenta trissomia regular sem mosaicismo, isto
é , cariótipo 47, XX ou XY, +18. Entre os restantes,
cerca de metade é constituída por casos de mosaicismo
e outro tanto por situações mais complexas, como
aneuploidias duplas, translocações.
As manifestações da trissomia do 18
sempre incluem retardamento mental e atraso do crescimento e,
às vezes malformações graves no coração.
O crânio é excessivamente alongado na região
occipital. O pavilhão das orelhas é dismórfico,
com poucos sulcos. A boca é pequena. O pescoço é
curto. Há uma grande distância intermamilar. Os genitais
externos são anômalos. O dedo indicador é
maior do que os outros e flexionado sobre o dedo médio.
Os pés têm as plantas arqueadas. As unhas costumam
ser hipoplásticas.
Trissomia do 13
A trissomia do 13 é clinicamente grave e
letal em quase todos os casos que sobrevivem até 6 meses
de idade. O cromossomo extra provém de não-disjunção
da meiose I materna e cerca de 20% dos casos resultam de uma translocação
não-balanceada.
O fenótipo inclui malformações
graves do sistema nervoso central como arrinencefalia. Um retardamento
mental acentuado está presente. Em geral há defeitos
cardíacos congênitos e defeitos urogenitais. Com
freqüência encontram-se fendas labial e palatina, anormalidades
oculares, polidactilia, punhos cerrados e as plantas arqueadas.
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Síndrome
de Klinefelter (47, XXY)
A Síndrome caracteriza-se pela presença do cariótipo
47, XXY ou em mosaicos.
Os pacientes são altos e magros, com membros inferiores
relativamente longos. Após a puberdade os sinais de hipogonadismo
se tornam óbvios. Os testículos permanecem pequenos
e os caracteres sexuais secundários continuam subdesenvolvidos. |
Síndrome do Miado do Gato (5p-)
Há uma deleção do braço
curto do cromossomo 5. Tal síndrome recebeu esse nome em
virtude do choro típico dos pacientes afetados, o qual
lembra o miado de gatos. Outras características são
hipotonia muscular, microcefalia, pavilhão das orelhas
dismórficos, pregas epicântricas, malformações
dos membros.
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Trissomia
do X (47, XXX)
As mulheres com trissomia do X não são fenotipicamente
anormais. Nas células 47, XXX, dois dos cromossomos X são
inativados e de replicação tardia. Quase todos os
casos resultam de erros na meiose materna.
Algumas mulheres com trissomia do X são identificadas em
clínicas de infertilidade e outras em instituições
para retardados mentais, mas provavelmente muitas permanecem sem
diagnóstico. |
Síndrome deTurner (45,
X e variantes)
As meninas com esta Síndrome são identificadas
ao nascimento ou antes da puberdade por suas características
fenotípicas distintivas.
A constituição cromossômica
mais freqüente é 45,X sem um segundo cromossomo sexual,
X ou Y.
As anormalidades envolvem baixa estatura, disgenesia
gonadal, pescoço alado, tórax largo com mamilos
amplamente espaçados e uma freqüência elevada
de anomalias renais e cardiovasculares.
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Síndrome 47, XYY
É um dos cariótipos mais freqüentemente observados.
Despertou grande interesse após observar-se que a proporção
era bem maior entre os detentos de uma prisão de segurança
máxima, sobretudo entre os mais altos, do que na população
em geral.
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